Director Geral do INGC desafiado a implementar estratégias de adaptação

Implementar estratégias de adaptação às mudanças climáticas, incluindo o mapeamento das zonas mais vulneráveis e ajustamento de tecnologias de produção agrária, é o principal desafio que o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, coloca, nesta fase, ao Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC).

O PM falava ontem em Maputo após conferir posse a João Osvaldo Machatine no cargo de director-geral da instituição. Carlos Agostinho do Rosário acrescentou que outro desafio que deve ser prioritário é a concepção de estratégias agrárias para as zonas semiáridas.

As apostas do novo elenco devem igualmente incluir a massificação, a nível nacional, de actividades de prevenção das calamidades naturais, revitalização das instituições de emergência nas grandes cidades e a criação de mecanismos de financiamento das acções de precaução e mitigação dos desastres naturais.

Segundo o PM, a indicação de João Osvaldo Machatine para director-geral do INGC fundamenta-se nas suas qualidades, competências profissionais, zelo e dedicação nas funções que vinha desempenhando, aliado ao facto de ter participado no processo de formulação das políticas públicas no presente ciclo de governação.

Aquele governante referiu que dada a sua localização geográfica, Moçambique é vulnerável a desastres naturais, nomeadamente, cheias, ciclones e secas que ocorrem de forma cíclica.

Do Rosário disse que para mitigar o efeito das calamidades naturais causadas pelas mudanças climáticas, a acção do Governo centra-se em dois eixos principais, nomeadamente a melhoria da capacidade de monitoria e aviso-prévio sobre cheias e ciclones, e a redução de vulnerabilidade a médio prazo apostando na construção de infra-estruturas de regulação dos rios e de novos sistemas de drenagem.

“Por estas razões, o Governo acredita que o empossado tem perfil ideal para responder aos desafios de tornar Moçambique num país resiliente às mudanças climáticas. O novo director deve promover acções concretas com vista a conferir ao INGC a dimensão institucional necessária para fazer face à complexidade da gestão dos desastres naturais, devendo para o efeito priorizar a intervenção a nível nacional, regional e internacional”, precisou.

Na ocasião, João Osvaldo Machatine disse que primeiro precisa de se inteirar do funcionamento da instituição e depois tudo fará para que o INGC consiga prevenir e mitigar o impacto das calamidades no país.

O novo director do INGC acrescentou que vai privilegiar o aviso-prévio e a presença nos locais propensos às inundações, antes da ocorrência das calamidades, para que as populações não sejam encontradas de surpresa.